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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Carnaval a vista, vamos velejar!

 

 

Já que o carnaval esta chegando, e os ventos andam meio rebeldes para esta época do ano, resolvi tirar meu genaker do saco e prepara-lo para usar. 

Usamos o genaker em um enrolador Facnor (FX2500) que é  ideal para os assimétricos como o nosso.

Quanto encomendamos a vela, pensamos em uma vela boa para ventos folgados, de até 15 kt no max, e com ângulo de 60-120 graus, ou seja, uma boa vela para varias situações na nossa querida BIG.

Na Baía da Ilha Grande predominam os ventos mais fracos, que as vezes rodam, e nos colocam num través ou alheta, então , para aproveitar estas situações, deixamos a vela já montada e adriçada no gurupés, e quando chega a hora é só abrir e aproveitar a boa velejada e a potência extra do nosso balão assimétrico com bons metros de área célica.

O legal, para aproveitar bem, é deixar a vela adriçada desde a partida, pois assim, não se perde tempo para abri-la, manobra que com o enrolador é muito fácil. Como esta vela é leve, e não tem protetor UV, é sempre bom baixa-la e guarda-la no saco no fim do dia, ou quando formos sair do barco.

Seguem algumas fotos da preparação e abertura do nosso genaker na velejada que fizemos da baía de Paranaguá (Ilha das Peças) ate São Francisco do Sul , em um dia ensolarado e com ventos amenos.

 

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Alvorecer no mar 

 

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Adriçando o genaker e preparando as escotas 

 

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 Tudo pronto para abrir quando necessário


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Chegou a hora, é só desenrolar a vela e deixar voar!

 

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Encontrando o ponto de escota

 

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 Trimando a vela e curtindo a boa velejada


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 Brincando com a vela e encontrando os diferentes ângulos, de orça folgada até alheta


 

Aos mais preguisos como eu, e que velejam com tripulação reduzida as vezes, recomendo muito este sistema de genaker com enrolador pois facilita  a utilização desta vela tão importante em alguns momentos.

 

Bons ventos a todos e até o carnaval!!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Navegando no tapete mágico

Agora já dá até para sonhar em içar nosso genaker novamente.

O Bepaluhê já está prontinho só aguardando uma janela de tempo para sair de Porto Alegre.

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Foto: Leandro Cardozo (Tripulante do Veleiro Deslize no CCS 2013)

Enquanto isto deixo aqui mais uma doce lembrança da travessia Paranaguá-São Francisco do Sul (março 2013), realizada mais de 50% com o genaker voando e levando nosso barco de forma equilibrada e confortável rumo a São Francisco do Sul.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O estrago de uma corrente enroscada

Olá pessoal, acho que vocês se lembram do Cruzeiro Costa Sul (CCS 2013) da ABVC que fizemos no último mês de março e também do perrengue que passamos em Cananéia quando dois veleiros garraram suas ancoras e vieram para cima do Bepaluhê. 

No meio da bagunça a corrente da âncora de outro veleiro enroscou no hélice e no eixo do Bepaluhe e foi um sacrifício para solta-la, mas graças a ajuda do amigo Ricardo do Veleiro Amar Sem Fim conseguimos solta-la.

Tudo parecia normal, o motor funcionava bem, seguimos viagem e não houve nenhum transtorno aparente ao barco ou ao hélice.

Somente agora, quando tirei o barco da água para pintura é que fui perceber o perigo que corremos e como nosso Bepaluhê aguentou firme todo aquele peso dos dois veleiros e da corrente enroscada. 

A foto abaixo mostra o conjunto eixo+anodo+hélice há dois anos atrás, antes do barco ir para a água...

 

Pintura 080

 

E agora, o mesmo conjunto após o acidente da corrente enroscada...

 

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Tudo bem que o anodo trabalhou e está corroído, este não é  o problema. Mas vejam a distância do anodo para a saída do túnel, aumentou quase 5 cm!!

E a saída do túnel então que ficou amassada e desgastada.

E o acoplamento elástico do eixo não rompeu!!

Bem, agora vou ter que retirar o eixo, recoloca-lo na possíção, checar se não empenou, trocar a bucha do eixo….

Mas pelo menos não quebrou lá em Cananéia.

 

Para os construtores e DIY de plantão vão algumas fotos do casco e dos anôdos do casco, que também trabalharam e desgastaram um pouco, mas menos que o do eixo.   

 

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Recordar é Viver

O Bepinha secou na maré em frente ao bar da Valdete.

Marujá - Ilha do Cardoso

Cruzeiro Costa Sul 2013

 

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Síndrome de Abstinência

É pessoal, como médico eu já tinha ouvido falar de tudo nesta vida; síndrome de abstinência alcoólica, sexual, familiar, de drogas, de chocolate, e até dos famosos workahoolic, que não conseguem ficar longe do trabalho, mas nunca tinha vivido nada disto na minha pele, nem mesmo com familiares.

Mas agora, que meu barquinho querido está longe , eu me sinto numa verdadeira Síndrome de Abstinência oceano/vélica . Foi muito abrupta a separação ao fim do CCS 2013, chegamos em Joinville, tive que retornar a São Paulo, voltamos com a frente fria nos impedindo de descer e …. pronto, acabou!!

No dia seguinte já estávamos desembarcados e longe do nosso Bepaluhê. E isto já faz mais de um mês.

Ainda bem que o Bepaluhê é um barquinho sensível como seus donos e também sente nossa falta, então vez por outra nos manda umas fotos para mostrar que esta bem e que as reformas estão andando, que ele está resistindo fortemente, e que em breve ele estará de volta, ainda mais bonito, confortável e marinheiro como sempre. Aliás, o Luisinho (Luis Boaventura), skipper que levou ele de Joinville a Porto Alegre, foi só elogios para o desempenho do nosso Bepaluhê.

Espero em breve poder ir visitar nosso amigo em Porto Alegre, toca-lo, cheira-lo e recuperar um pouco da angústia que a distância e a falta dos momentos no mar estão nos causando.

Por enquanto ficam algumas fotos da reforma, para os amigos que também estão em construção ou reforma de seus barcos.

 

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Chegada do Bepaluhê em Porto Alegre


 

Imagem 2

Troca do piso dos banheiros com revestimento epoxi para evitar infiltração

 

 

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Retirada do beliche do corredor da cabine de proa para confecção de armários e reposicionamento do gerador



Imagem 4

Troca das guarnições de madeira das gaiutas para evitar infiltração de água nas mesmas



Imagem 5

Água de chuva e de condensação caiam direto nos anéis (guarnição de madeira) das gaiutas


 

Imagem 6

Hora de corrigir!!! Tirar os anéis fora e fazer novos na medida certa para evitar infiltração de água nos anéis e no forro.

Dá até dó, mas vai ficar melhor e durar mais tempo depois de refeito!!

 

 

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Tem hora para tudo nesta vida!!



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Mas Sonhar e realizar os sonhos é bom demais!!

 


segunda-feira, 8 de abril de 2013

CCS 2013 a Todo Pano

Como falamos nos posts anteriores a travessia da Baía de Paranaguá a São Francisco do Sul foi uma maravilha: dia lindo, com muito sol, tripulação alegre e todo o pano aberto.

Abrimos nosso gennaker e mais uma vez pudemos testar a facilidade que é manusear esta vela quando armada em um enrolador no gurupés móvel. Recomendo!!

E para os que curtem um vídeo deixo as imagens que falam por si só...





quinta-feira, 4 de abril de 2013

Que Belo Deslize

Enquanto fazíamos a travessia da Ilha das Peças até São Francisco do Sul, aproveitando o lindo dia que fazia e colocando todo o pano para velejar, o amigo Leandro Cardozo, tripulante do Veleiro Deslize do Cmdte Edson, aproveitou para tirar algumas fotos do Bepaluhê velejando. 

E vejam só o lindo presente que ele nos mandou ...

 

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O Deslize capturou o Bepaluhê deslizando suave com 9 kt de vento e 5/6 kt de velocidade rumo a São Chico.

E que venham mais deslizes, obrigado amigos.

 

domingo, 24 de março de 2013

Um Presente de Deus

Olá amigos,

Hoje faz uma semana que deixamos a flotilha do CCS 2013 devido aos nossos compromissos de trabalho.
Também hoje, nosso Comodoro do CCS 2013 Philippe Gouffon  faria o enceramento oficial do cruzeiro junto aos comandantes e tripulações que puderam ficar em Florianópolis.

E para comemorar este dia maravilhoso e o presente que recebemos de Deus de ter participado deste cruzeiro e revisitado lugares sonhados de nossa infância, recebi um novo presente divino, vindo pelas mãos do nosso webamigo Saulo, a quem agradeço imensamente e deixo as gaiutas do Bepaluhê eternamente abertas.

Segue abaixo o presente recebido para compartilhar com todos os amigos amantes do mar, da natureza, dos barcos e das velas.

Parabéns aos idealizadores e a todos que ajudaram na realização deste lindo documentário.

http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/TV/2013/02/tvcadocumentario20130222_mar_pequeno.mp4




sábado, 16 de março de 2013

CCS 2013 - A Melhor Travessia Até Agora

Dia 12/3/2012

Tudo falava contra uma boa velejada pois as previsões eram de ventos fracos de quadrantes N/NE. O  dia amanheceu cinzento e ainda carregávamos o desprazer do encalhe do veleiro guia,  Amar Sem Fim, no entardecer do dia anterior, fato que nos impediu de chegar ao destino desejado da Ilha das Peças onde encontraríamos os outros veleiros da flotilha. 

Tudo preparado para a partida as 5 hs da manha, a maré estava subindo e permitiu o desencalhe do Amar Sem Fim com facilidade. O Jânio Preto, nosso guia, sugeriu que esperássemos mais uns minutos para o dia clarear pois havia uma bóia crucial para a nossa passagem e que estava sem luz.

 

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Cinco da Manhã, pronto para partir após o nosso cafezinho básico de todo dia

 

Por volta das 5:30 hs. a flotilha começou a navegar rumo a Ilha das Peças. Em pouco tempo o contato com o Veleiro Minerin do Cmdte Ariel e os outros dois veleiros argentinos que não haviam passado pelo canal do Varadouro por questão de calado, já era visual. Mudamos o nosso rumo e seguimos no destino do canal para deixar a Baía de Paranaguá.

 

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Flotilha ainda unida seguindo rumo ao canal de Paranaguá

 

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Veleiro Kilimandjaro do nosso Comodoro Philippe ao nosso lado

 

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Cmdte Paulo e veleiro Namastê ao fundo


O vento ainda era fraco, 4-5 kt entrando pela alheta de BB. Mas mesmo assim alguns veleiros já fora abrindo suas genoas para ajudar na navegação. A maré ainda era favorável, mas prometia uma virada no meio ou fim da saída do canal, e muitos veleiros do grupo temiam a maré contraria que poderia retardar a saída. No final, todos saíram bem no canal de Paranaguá e após a útlima bóia fomos percebendo as estratégias individuais, alguns aterrando mais e outros abrindo mais distância da costa.

 

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Abrindo o rumo para encontrar o vento


Como eu sabia que teríamos ventos moderados de NE fui me preparando para uma navegada com gennaker, abri bastante da costa nas primeiras horas enquanto o vento ainda era fraco. E por volta das 10 hs da manhã, já tendo cumprido quase um terço de nossa travessia, comecei a brincar. Subi o gennaker armado a BE e fui caçando o vento com bons ângulos qu evariaram de 50 a 120 graus. Com isto fui abrindo um pouco mais da costa, mas não tinha problema pois estávamos no primeiro grupo da flotilha e mesmo perdendo tempo sabia que chegaríamos em São Francisco do Sul antes da chuva prometida para o final de tarde. 

 

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Abrindo o gennaker

 

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Ajustando as velas

 

Velejamos quase duas horas com a mestra bem aberta e o gennaker armado no gurupés móvel que temos no Bepaluhê. Foi muito legal. O Sérgio, meu primo e tripulante desde Cananéia, e eu estávamos realizados. Velejar com aquele lindo balão assimétrico, em uma travessia oceânica, e com a tripulação em alto astral; não tem preço!!

 

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Alegria estampada na face 

 

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Uma imagem para ficar na memória

 

A Betinha mais uma vez foi uma  Almiranta de primeira, ajudou a subir e controlar as velas, tocou o Bepaluhê com maestria nos momentos que eu estava ajustando e trimando as velas e além de tudo, ainda nos preparou um delicioso lanche para o meio da travessia.

Os dois tripulantes, Sérgio e Fabiana, superaram as dificuldades, marearam um pouco mas conseguiram vencer os medos e enjôos, e finalmente nos brindaram com sua presença, companhia e amizade. Foi muito bom tê-los a bordo em mais este dia.

Depois de algumas horas abrindo nossa rota resolvi aterrar um pouco, demos um primeiro jibe meio problemático, mas no final conseguimos armar a vela a BB e velejar um pouco em direção a terra. Ao final esta decisão se mostrou muito acertada pois não só nos permitiu encontrar um bom vento, 9-12 kt contínuos até as 15 hs quando entramos no canal de acesso a SF do Sul, mas também encontramos o ângulo ideal do vento para navegar tranquilos até o final da tarde.

 

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Fazendo a criança voar

 

Depois de uma ilhota de pedra que agora me foge o nome demos outro jibe, agora perfeitamente realizado pelo Sérgio e por mim, armamos o gennaker novamente a BE e seguimos rumo entrada do canal.

Foi uma velejada maravilhosa, parecia que o barco deslizava, as rajadas de 12-14 kt levantavam a proa do Bepaluhê que dava uma pequena surfada e depois descia mascio o cavado das ondas.  Aos poucos eu fui encontrando os ajustes ideias das velas e os ventos ótimos para velejar nosso Bepaluhê com harmonia e tranquilidade. 

Chegamos em São Francisco do Sul por volta das 15:30 e seguimos para as proximidades do Museu do Mar onde soltamos nosso ferro com tranquilidade.  Ancoramos bem longe dos outros barcos e demos uma boa folga de corrente conseguir uma ancoragem segura e eficaz. Logo depois de ancorados já baixamos o bote, colocamos o motor e seguimos para aquele restaurante delicioso que fica ali na orla para comer um delicioso prato de "Camarões a Grega". Não sei se na Grécia fazem os camarões empanados e fritos em um espeto, com queijo derretido no meio e servido com um suculento arroz com legumes e uvas passas,  mas em São Francisco do Sul ele fazem. o prato é farto, serve duas ou três pessoas e sabor dos camarões e divino. 

 

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São Francisco do Sul e veleiro Minerin (Cmdte Ariel) vistos do Bepaluhê

 

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Entardecer em São Francisco do Sul

 

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Em cada porto uma nova benção; a Catedral de Nossa Senhora das Graças

 

Depois do Jantar, uma passeio pela cidade, visita a Igreja, caminhada pelas ruas, tomamos um delicioso sorvete da marca Paviloche (recomendo) e fomos dormir o sono dos Justos com a certeza de que havíamos feito a melhor travessia "so far" deste CCS 2013.

 

 

sexta-feira, 15 de março de 2013

CCS 2013 - Marujá e Varadouro

Depois daquela noite terrível com barcos garrando para cima do Bepaluhê, não tivemos coragem de ir passear na cidade e ficamos no barco mesmo. Na manha seguinte, dia 10/3, acordei cedo e fui dar uma olhada na maré, a vazante ainda corria solta e pesada e precisavamos esperar a proximidade do estofo da maré para podermos mergulhar com tranquilidade para liberar a corrente do eixo.

Deu tudo certo e ainda sobrou tempo para corrermos ao supermercado e fazer umas compras de reposição de mantimentos. A almiranta Betinha como sempre tomou a frente, fez a lista do que faltava e comandou a turma. Voltamos ao barco já próximo das 11 hs, horário limite marcado para nossa saída visando entrar no canal com a maré mais alta.

O caminho até o a vila do Marujá foi tranquilo, motorando todo o tempo e aproveitando para curtir a linda natureza a nossa volta. E olha que ali a natureza intocada e preservada da Ilha do Cardoso é quem dá o tom da música e da paisagem. 

 

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Os novos tripulantes: Sérgio e Fabi

 

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Todos em fila indiana

 

Próximo da chegada ao Marujá pegamos outra tempestade daquela fortes que fez toda a flotilha dançar de um lado para o outro. Nossa vela grande estava apoiada no lazzy jack com a capa aberta e sem amarras e com o vento entrando pela popa a vela se abriu e nos deu o maior trabalho. Felizmente o Claudio que estava no veleiro Kilimandjaro logo atrás de nós, me avisou pelo rádio e conseguimos contornar a situação. 

Ao chegarmos ao Marujá ancoramos tranquilamente próximo da vila, arrumamos o barco e fomos correndo aproveitar os últimos raios de sol na praia do Marujá: que local mais lindo!!!

Lembranças da minha infância! 

 

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Mostrando as belezas do Marujá para a Almiranta

 

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The Brothers


Praia de areia fina e densa, de cor branca para cinza, ninguém na praia, quilómetros de de mar e areia preservadas, com pouca ação predatória dos homens. Um vilarejo com algumas dezenas de famílias de pescadores que vivem ali há várias décadas, o campo de futebol, a escola e, para nossa surpresa, um barco ESCOLAR para buscar as crianças da população ribeirinha e leva-las a escola.

 

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Cidadania já!

 

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Sem palavras!!


Combinamos um jantar com PF (prato feito) de peixe no Restaurante da Valdete para as 19:30 hs. mas como entrou um vento meio forte no fim da tarde resolvi ficar no barco pra evitart transtornos futuros. O Sérgio e a Fabi foram jantar em terra e nos representaram na reunião dos comandantes que iria ocorrer as 19 hs. Tudo tranquilo, preparativos para a partida no dia seguinte que deveria ocorrer pela  manhã para chegarmos ao vilarejo do Ariri em tempo de almoçar e esperar a maré cheia para entrarmos no canal do Varadouro.

 

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O paraíso é aqui, no Marujá


O Ariri é um vilarejo um bem maior que Maruja,, faz parte do município de Cananéia, mas tem acesso por terra e não faz parte da reserva da Ilha do Cardoso. Por esta razão, desenvolveu-se ali um comércio um pouco mais ativo com venda de produtos alimentícios básicos e alguns restaurantes para atender aos pescadores esportivos e alguns turístas que circulam por estas bandas. Fundeamos no meio do canal com 5 mts de profundidade e descemos de bote direto para o Restaurante da Dona Maria; comemos um delicioso almoço "PF"com filé de pescada e molho de camarão + arroz + feijão + salada. Tudo muito bom e a um preço bem acessível.    

Aproveitamos para repor o gelo da geladeira de cervas e comprar alguns ítenms de reposição dos mantimentos.

 

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Todos ancorados no Ariri


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Aqui também tem barco escolar


Às 13;30 suspendemos rumo ao canal do Varadouro propriamente dito. Se bem que tudo ali seja de uma beleza e preservação únicas em nosso estado, e desde Cananéia a natureza já é exuberante. A passagem pelo Varadouro, como sempre, é cheia de truques de navegação que colocam um pouco mais de pimenta no te,mpero desta nossa viagem.

 

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Quem encalhar paga cerveja!!

 

O Bepaluhê, com a quilha levantada e calando 1,2 mts., não teve problemas para progredir pelo canal, mas alguns outros veleiros, como o Amar Sem Fim do Cmdte Ricardo e que leva-la o nosso guia (Jânio Preto, conterrâneo nosso de Iguape) acabou encalhando duas vezes. Houve trechos em que o Janio teve que descer do barco guia e ficar no bote de apoio nos mostrando o local exato para passarmos pois o canal navegável é bem estreito e pequenos desvios podem significar um encalhe.

 

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Milhas e milhas de mangues e canais intocados

 

Ainda neste dia fomos brindados com revoadas de diversas aves, mas o ponto culminante foram os Guarás, com penas de coloração salmão avermelhado, davam um colorido todo especial ao entardecer que já chegava.

Com todos estes cuidados a velocidade média foi caindo e o anoitecer nos pegou ainda há algumas milhas do ponto de encontro que seria na Ilha da Peças. Como a navegação noturna nesta região é muito perigosa devido a falta de pontos de orientação e boias iluminadas, optamos por fundear as margens do canal e paritrmos no dia seguinte com os primeiros raios de sol.

 

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Por do Sol em algum lugar próximo a Baia de Paranaguá

 

E assim terminou nossa passagem pela Ilha do Cardoso e Canal do Varadouro. Mais um sonho realizado!!